Nos bastidores da política piauiense, um movimento silencioso começa a tomar corpo e, aos poucos, ganha contornos de realidade: a oposição, ou ao menos parte expressiva dela, deseja ver Joel Rodrigues como o candidato ao Governo do Estado. Oficialmente, o nome indicado para a disputa é o de Margarete Coelho, figura de reconhecida capacidade técnica e reputação política consolidada. Mas, nas conversas mais francas, especialmente no interior, o sentimento é outro. Lá, o eleitorado e as lideranças locais expressam, com crescente convicção, a preferência por Joel.
Margarete é, sem dúvida, um dos quadros mais preparados da oposição. Sua trajetória pública inspira respeito e seu perfil é o de quem sabe governar. Contudo, a política, como a vida, raramente se move apenas por méritos. O eleitorado do interior, mais intuitivo do que analítico, busca proximidade, calor humano e identidade. E é justamente nessa seara que Joel Rodrigues se sobressai, não como adversário de Margarete, mas como alternativa natural de uma base que o reconhece como líder.
Homem de trato fácil e verbo sereno, Joel tem a virtude rara de circular entre diferentes correntes sem gerar resistências. É visto como alguém capaz de unir, onde outros dividem; de ouvir, onde tantos apenas falam. Por isso, o que começou como mera especulação tornou-se, nas últimas semanas, um tema recorrente entre prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias: a possibilidade de que o partido reveja sua estratégia e aposte em Joel como cabeça de chapa.
O curioso é que o próprio Joel não alimenta, ao menos publicamente, essa ideia. Reitera, sempre que pode, sua confiança no nome de Margarete Coelho e afirma que a oposição “tem em mãos uma candidata forte, capaz de representar um novo tempo para o Estado”. A modéstia, porém, não dissipa o rumor: pelo contrário, o reforça. Em política, as negações firmes costumam ser lidas como pausas estratégicas.
No interior, onde o voto nasce do convívio e não dos discursos televisivos, o nome de Joel é recebido com naturalidade. Sua trajetória como gestor e sua presença constante em eventos regionais deram-lhe uma base afetiva que nenhum marketing político é capaz de fabricar. E é dessa base que brota a pressão, ainda discreta, mas firme, por uma candidatura que, dizem, “representaria melhor o sentimento do povo oposicionista”.
A oposição, fragmentada há anos, parece enfim encontrar um ponto de convergência, ainda que, ironicamente, em torno de um nome que insiste em não se colocar à disposição.
Joel Rodrigues, foi o grande destaque das eleições de 2022, quando se candidatou ao Senado da república com apenas uma vaga em disputa contra o “todo poderoso” ex-governador e atual ministro da fome do governo Lula, Wellington Dias (PT), que se elegeu por uma pequena margem de 5,5%, cerca de inexpressivos 60.000 votos de vantagem, sendo que na capital, Teresina, Joel saiu vitorioso com mais de 82.000 votos de maioria sobre Wellington Dias, o que o credenciou como a grande revelação daquele pleito, mesmo não se elegendo. A famosa história do filho do carroceiro de Floriano correu o estado e colocou ânimo entre os apoiadores, colgando em risco a eleição do principal líder do PT no Piauí.






